A APRENDIZAGEM COLABORATIVA NO DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA
Shirley Ferreira Costa[1]
Com o desenvolvimento da sociedade do conhecimento nas últimas décadas, a exigência da superação da reprodução para a produção do conhecimento instiga a buscar novas fontes de investigação, tanto na literatura, quanto na rede de informatizada.
No universo da informação, os alunos deverão ser iniciados também na utilização da tecnologia para resolver problemas que ocorrem no cotidiano de suas vidas.
A ação docente inovadora precisa contemplar a instrumentalização dos diversos recursos disponível, em especial, os computadores e a rede de informação.
Os professores e alunos passam a ser parceiros solidários que enfrentam desafios a partir das problematizações reais para tornar a aprendizagem colaborativa, crítica e transformadora.
Nesta nova visão, o docente precisa mudar o foco do ensinar e passar a preocupar-se com o aprender abrindo caminhos que buscar a produção do conhecimento do aluno. (BEHRENS,2011)
O aluno precisa deixar o papel passivo de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e torna-se crítico pesquisador e atuante para produzir conhecimentos.
Quando se fala de informática, principalmente nos pequenos centros urbanos, é possível perceber uma grande necessidade de um ambiente adequado nas escolas para que o aluno tenha acesso a essa ferramenta tão importante, o computador conectado à rede.
Dentro do contexto em que se vivencia o avanço tecnológico nas exigências do mercado de trabalho, na formação de novas profissões, em relação a qualificação profissional, a escola não pode se prender a uma prática educativa pautada no ensino que utiliza quadro-negro e giz branco. É preciso investir em equipamentos, recursos e formação do profissional da educação para que a escola consiga realizar sua função de desenvolver o processo de aprendizagem significativa. E dessa forma, o aluno venha participar das oportunidades que o mercado de trabalho oferece.
Observa-se na afirmação de Levy (1999, p.169), que:
É preciso superar-se a postura ainda existente do professor transmissor de conhecimentos. Passando, sim, a ser aquele que imprime a direção que leva à apropriação do conhecimento que se dá na interação. Interação entre aluno/professor e aluno/aluno, valorizando-se o trabalho de parceria cognitiva; [...] elaborando-se situações pedagógicas onde as diversas linguagens estejam presentes. As linguagens são, na verdade, o instrumento fundamental de mediação, as ferramentas reguladoras da própria atividade e do pensamento dos sujeitos envolvidos. [...] é preciso buscar o desenvolvimento de um espírito pesquisador e criativo entre os docentes, para que não sejam reprodutores, incapazes de refletir e modificar sua prática profissional. [...] este processo criativo é sempre coletivo, na medida que a memória e a experiência humana são patrimônio social.
O paradigma emergente exige que o aluno se torne um competente produtor do seu próprio conhecimento e, para tanto, exige que o professor reconstrua a prática conservadora que vem desenvolvendo em sala de aula. O professor precisa optar por metodologias que contemplem o paradigma emergentes, a partir de contextualizações e especialmente, que visem à aprendizagem colaborativa.
Servindo como instrumentos, o computador e a rede de informações, aparecem como suportes relevantes na proposição de uma ação docente inovadora. Dentre os recursos que têm auxiliado destacam-se: correio eletrônico, listas de discussão ou fóruns, chat e a teleconferência. Acredita-se que esses recursos devem ser utilizadas para subsidiar uma metodologia de ação docente baseada nas aprendizagens e nas competências e habilidades que o professor quer desenvolver com seus alunos.
No entanto os professores e alunos passam a ser parceiros solidários que enfrentam desafios a partir das problematizações reais para tornar a aprendizagem colaborativa, crítica e transformadora a partir da educação tecnológica.
REFERÊNCIAS
BEHRENS, Marilda Aparecida. Tecnologia Interativa a serviço da aprendizagem. CADERNO DE TEXTOS: Pòs-Graduação em Aprendizagem e Autoria na EducaçãoInfantil e Ensino Fundamental. pp. 14-20:UEMA/Porto Franco-MA, 2011.
LEVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Trad. Carlos I. da Costa. Rio de Janeiro: 34. ed. São Paulo.1999.
[1] Graduada em Pedagogia pela Fundação Educacional de Filosofia e Religião do Norte e Nordeste - FEFRENN. Pós-graduanda em Aprendizagem e Autoria na Educação Infantil e Ensino Fundamental pela UEMA/Porto Franco-MA. Professora no Ensino Fundamental.
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