[1] TECNOLOGIA INOVADORA: APRENDER A APRENDER
* Wallison Vieira de Sousa
Ao deparar - se com a revolução digital atingindo os diversificados grupos sociais, aparece um novo desafio no processo de aprendizagem, que visa romper práticas tradicionalistas, e ingressar novas práticas que possibilitem aprender e construir conhecimentos. Assim as tecnologias interativas levam à massificação e a um comprometimento da visão de homem e da visão de mundo.
Numa aprendizagem colaborativa fazendo uso do computador, professor e alunos aprendem, fazendo uso de processo dialético de aprender. Seus pontos de partida são diferenciados, mas pelas problematizações criadas o ponto de chegada será de aprendizagem para ambos. De acordo com Lemke (2010, p.144), “a responsabilidade dos educadores é garantir que os estudantes de hoje estejam prontos pra viver, aprender, trabalhar e medrar neste mundo de alta tecnologia, global e altamente participativo”.
Com isso, torna cada vez mais importante levar o aluno a realizar leituras pautadas em todos os ambientes oferecendo lhes recursos para que ele possa pesquisar usando sua capacidade de raciocínio, criatividade e de elaboração própria, sob orientação permanente do professor que compreende e pratica a pesquisa como princípio educativo. Pois de acordo com Demo (2010) aprender bem exige pesquisa e esta sugere formação de autonomia e autoria, à medida que o estudante toma iniciativa e assume compromisso de ir até ao fim. Pois aprendizagem como construção de conhecimento é perspectiva crucial (Ronteltap, 2006).
Neste movimento de inovação, o professor como intelectual transformador (Giroux, 1997) precisa tornar - se um investigador crítico e reflexivo para ser criativo, articulador e, principalmente, parceiro de seus alunos no processo de aprendizagem. Nesta nova visão, o docente precisa mudar o foco do ensinar e passar a preocupar – se com o aprender e, em especial, o “aprender a aprender”, abrindo caminhos coletivos de busca que subsidiem a produção do conhecimento do seu aluno. Por sua vez, o aluno precisa ultrapassar o papel passivo de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e tornar – se criativo, pesquisador e atuante para produzir conhecimento e transformar a realidade (Behrens, 2000).
É necessário que os alunos resolvam seus problemas e refletem suas experiências assumindo responsabilidades pela construção própria de conhecimento com autoria e autonomia por meio da leitura, pesquisa e produção. Sendo que, a aprendizagem por problematização favorece claramente a prática da pesquisa como princípio educativo (Demo, 1996) reconhecida como proposta que motiva modos mais profundos e autorais de aprendizagem (Finkel, 2000).
Assim, na hora de pensar em inovações é importante reconhecer a necessidade de criá – las nos contextos educacionais específicos a fim de que sua implantação seja significativa. Com esse desafio presente, o professor precisa optar por metodologias que contemplem o paradigma emergente, a partir de contextualizações que busquem levantar situações problema, que levem a produções individuais e coletivas e a discussões críticas e reflexivas, visando uma aprendizagem colaborativa.
De acordo com Behrens (1999),
Ao realizar pesquisas sobre a prática pedagógica dos professores, em todos os níveis de ensino, propõe que para atender ao Paradigma Emergente faz – se necessário construir uma aliança entre os pressupostos da visão sistêmica, da abordagem progressista e do ensino com pesquisa. Defende que para o professor oferecer uma ação docente baseada nessa aliança precisa também ampliar também os recursos oferecidos para a aprendizagem dos alunos, em especial com a instrumentalização da tecnologia inovadora.
Porém, para que essas práticas pedagógicas acompanhem a revolução digital se faz necessária uma interconexão entre as abordagens de aprendizagem e as tecnologias inovadoras, sendo estas usadas como suportes construtores de uma docência inovadora, que vise aprender a aprender.
Pois segundo Demo (1991, p.166),
“É necessário que o processo educacional, além de formar ideologicamente, visando à emancipação, seja também tecnologicamente competente, com o objetivo de recuperar a centralidade da educação para o desenvolvimento na condição de lugar estratégico de gestão de inteligência criativa da sociedade”.
Portanto, sendo educador, deve – se estar atento as necessidades do mundo atual, às novas necessidades e expectativas da sociedade a fim de construir significativamente para a concretização desse papel fundamental da educação e da escola formando cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Isso porque a presença da tecnologia em nossa sociedade nos impulsiona à busca, à pesquisa, à interação com este meio para entender esse processo tecnológico que fascina ao mesmo tempo em que desperta questionamentos, dúvidas e incertezas de para onde caminha a sociedade mediada pelas novas tecnologias, o que só reforça a importância da escola de estar inserida nesse processo de construção e desconstrução do conhecimento. Porém, com a perspectiva, como ressalta Behrens (1998) de tornar professor e aluno como pesquisadores e produtores dos próprios conhecimentos.
* Biólogo. Especialista em Gestão Ambiental pela Faculdade Atenas Maranhense e pós - graduando em Aprendizagem e autoria na educação infantil e ensino fundamental, pela Universidade Estadual do Maranhão. E-mail: walsousa150@hotmail.com
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