Ambiente computacional e aprendizagem
Maria Elenice da Silva Lima
É inegável a contribuição que o computador e a internet podem oferecer à educação. Trata-se de um medidor quase que instantâneo do desenvolvimento cognitivo, afetivo, intelectual e social do educando.
No entanto, o uso destas ferramentas tecnológicas na maioria das escolas de Porto Franco ainda é excessivamente tímido, pois está baseada apenas numa unidade computacional instalada na secretaria da escola e, na qual, nem professores nem alunos têm acesso. Ideal seria que em todas as instituições de ensino houvesse uma sala de informática disponibilizada aos docentes e discentes para o desenvolvimento de aulas mais práticas e dinâmicas.
É interessante frisar que ao citar as condições atuais das instituições escolares porto-franquinas não se pretende fazer uma crítica política, mesmo porque todos sabem as dificuldades financeiras pelas quais passam as prefeituras das pequenas cidades brasileiras. Entretanto, tal menção constitui-se um apelo para que as instituições, gradativamente, possam ser contempladas com estas ferramentas tão imprescindíveis ao crescimento integral de qualquer indivíduo.
Isto porque, como afirma Behrens (2008), “(...) a tecnologia precisa tornar-se um instrumento a serviço do bem-estar da humanidade. (...) o importante papel reservado para a educação (...) é o trabalho para a formação da cidadania”. E tal perspectiva constitui-se, através da iniciativa dos “professores em refletir sobre as reais necessidades que os alunos irão enfrentar em suas profissões e em suas vidas” (BEHRENS, 2008).
Ou seja, o educador precisa ter em mente que sua função vai muito além do repasse de conhecimento e sim, que seu trabalho pode e deve fazer uma influência positiva no sucesso futuro de seu alunado. Mas, ao mesmo tempo, posicionando-se também como um aprendiz nato, isto é, repassando o conhecimento que tem ao passo que abre-se à possibilidade de aprender simultaneamente com seus educandos.
Para tanto, “professores e alunos precisam buscar um processo de auto- organização para produzir conhecimento significativo e relevante” (BEHRENS, 2008).
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