sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ELAINE C RISTINA
A internet tem provocado uma revolução no mundo das tecnologias, dos computadores assim como na área das comunicações. Nenhuma invenção foi capaz de causar tamanho impacto a sociedade como a revolução digital. A internet é um meio de disseminação e interação do mundo virtual, quebrando barreiras independentes de sua localização geográfica.
Como sabemos a internet surgiu durante a Guerra Fria,servindo como bode  expiatório e como uma rede de proteção a esses blocos rivais(Estados Unidos e União soviética)que passaram a exercer controle no mundo.A implantação da internet no Brasil,começou na década de 90.O primeiro estado que procurou ter acesso a internet foi São Paulo,quando o professor Oscar sala da USP,a ideia do professor era que os professores trocassem informações com instituições locais e de outros países.
Em 1993, o acesso à internet foi disponibilizada para as instituições educacionais brasileiras.A partir da liberação da mesma o Brasil começa a participar em fóruns internacionais e dando início a confecção de software.mas tarde,os Ministérios das Comunicações e da Ciência em Tecnologia,criando um provedor de acesso privado e liberando a operação para os comércios.Com a inclusão tecnológica,as escolas vem sentindo uma grande necessidade de atender as demandas exigidas pela sociedade digital.
Vivemos em um mundo tecnológico,onde a informática é uma peça fundamental e não pode ser utilizada apenas como mais uma ferramenta nas escolas,é preciso fazer desta novidade um elo de ligação entre entretimento e os conteúdos trabalhados em sala de aula. Neste movimento de inovação,o professor como intelectual transformador(Giroux,1997) precisa torna-se um investigador crítico e reflexivo para ser criativo,e articulador e , principalmente,parceiro de seus alunos nessa aprendizagem.
Portanto  vivendo em uma sociedade digital,a escola tem que estar preparada e adaptada a esta nova sociedade globalizada,onde a escola precisa chamar a atenção dos alunos para esta nova interação sendo capaz de  atender aos anseios dos jovens,e sendo a educação a  força motriz do mundo a mesma tem que
que ser atraente e capaz de formar o aluno em um individuo crítico e participativo.

[1]              
UMA NOVA VISÃO PARA EDUCAÇÃO

Juliana Bandeira

Professora de Educação Física da escola de Tempo Integral Paulo Freire Porto Franco - Ma



Entendemos que paradigma emergente nada mais é que o aproximar as partes em busca de uma visão do todo, tecnologia, professor e aluno. Assim, torna o aluno competente, produtor de seu conhecimento, aluno critico e reflexivo. Exigindo também do professor que reconstrua sua pratica por meio de metodologias que visem à aprendizagem colaborativa sendo assim, a tecnologia deve ser um recurso para aprofundar conteúdos curriculares com objetivos pedagógicos com atividades focadas.

Estamos vivenciando um momento de grandes transformações e a tecnologia é uma das maiores responsáveis por estes avanços. Podemos observar que as crianças já nascem em meio a múltiplas formas de tecnologias e passam a ter acesso a elas através de diversões como jogos eletrônicos e brinquedos. Por este motivo é interessante que o ambiente cognitivo disponha de meios que trabalhem de forma coerente com esta nova visão do mundo adaptando-se também a esta realidade.

Os professores por sua vez, têm o dever de acompanhar o desenvolvimento de seus alunos, criando uma parceria com a tecnologia, visando um melhor aprendizado para o educando, não só em suas faculdades curriculares, mas também a sua vivência no mundo. Segundo Bellone (1991): “A forma de a educação preparar as pessoas para o mundo tecnológico é fazer do aluno um sujeito reflexivo, que domine a técnica, que tenha cultura geral e visão critica para utilizar a tecnologia com sabedoria”.

Partido deste pressuposto percebe que antes do aluno o professor precisa alfabetizar-se tecnologicamente para obter domínio sobre os vários aspectos culturais da mídia passando para o educando tais preceitos.

Portanto devemos, nós educadores, deixar de lado nossa posição, para nos entregarmos a condição de “aprendizes do futuro” é claro que sim ou nos entregamos e nos rendemos a esta condição recriando junto com nossos alunos ou não conseguiremos nos integrar a essa nova educação que é participativa.



REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:

BANDEIRA, Juliana. A importância de capacitar tecnologicamente os profissionais da educação. Porto Franco, 2011.

BANDEIRA, Juliana. Tecnologias em sala de aula. Porto Franco,2011

BEHRENS, Marilda Aparecida. A formação pedagógica e os desafios do mundo moderno. In: Masetto, Marcos (org.). Docência na universidade. Campinas: Papirus, 1998.

[1]                TECNOLOGIA INOVADORA: APRENDER A APRENDER    

                                                                                                  * Wallison Vieira de Sousa

Ao deparar - se com a revolução digital atingindo os diversificados grupos sociais, aparece um novo desafio no processo de aprendizagem, que visa romper práticas tradicionalistas, e ingressar novas práticas que possibilitem aprender e construir conhecimentos. Assim as tecnologias interativas levam à massificação e a um comprometimento da visão de homem e da visão de mundo.
Numa aprendizagem colaborativa fazendo uso do computador, professor e alunos aprendem, fazendo uso de processo dialético de aprender. Seus pontos de partida são diferenciados, mas pelas problematizações criadas o ponto de chegada será de aprendizagem para ambos. De acordo com Lemke (2010, p.144), “a responsabilidade dos educadores é garantir que os estudantes de hoje estejam prontos pra viver, aprender, trabalhar e medrar neste mundo de alta tecnologia, global e altamente participativo”.
Com isso, torna cada vez mais importante levar o aluno a realizar leituras pautadas em todos os ambientes oferecendo lhes recursos para que ele possa pesquisar usando sua capacidade de raciocínio, criatividade e de elaboração própria, sob orientação permanente do professor que compreende e pratica a pesquisa como princípio educativo. Pois de acordo com Demo (2010) aprender bem exige pesquisa e esta sugere formação de autonomia e autoria, à medida que o estudante toma iniciativa e assume compromisso de ir até ao fim. Pois aprendizagem como construção de conhecimento é perspectiva crucial (Ronteltap, 2006).
Neste movimento de inovação, o professor como intelectual transformador (Giroux, 1997) precisa tornar - se um investigador crítico e reflexivo para ser criativo, articulador e, principalmente, parceiro de seus alunos no processo de aprendizagem. Nesta nova visão, o docente precisa mudar o foco do ensinar e passar a preocupar – se com o aprender e, em especial, o “aprender a aprender”, abrindo caminhos coletivos de busca que subsidiem a produção do conhecimento do seu aluno. Por sua vez, o aluno precisa ultrapassar o papel passivo de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e tornar – se criativo, pesquisador e atuante para produzir conhecimento e transformar a realidade (Behrens, 2000).
É necessário que os alunos resolvam seus problemas e refletem suas experiências assumindo responsabilidades pela construção própria de conhecimento com autoria e autonomia por meio da leitura, pesquisa e produção. Sendo que, a aprendizagem por problematização favorece claramente a prática da pesquisa como princípio educativo (Demo, 1996) reconhecida como proposta que motiva modos mais profundos e autorais de aprendizagem (Finkel, 2000).
Assim, na hora de pensar em inovações é importante reconhecer a necessidade de criá – las nos contextos educacionais específicos a fim de que sua implantação seja significativa. Com esse desafio presente, o professor precisa optar por metodologias que contemplem o paradigma emergente, a partir de contextualizações que busquem levantar situações problema, que levem a produções individuais e coletivas e a discussões críticas e reflexivas, visando uma aprendizagem colaborativa.
De acordo com Behrens (1999),

Ao realizar pesquisas sobre a prática pedagógica dos professores, em todos os níveis de ensino, propõe que para atender ao Paradigma Emergente faz – se necessário construir uma aliança entre os pressupostos da visão sistêmica, da abordagem progressista e do ensino com pesquisa. Defende que para o professor oferecer uma ação docente baseada nessa aliança precisa também ampliar também os recursos oferecidos para a aprendizagem dos alunos, em especial com a instrumentalização da tecnologia inovadora.


Porém, para que essas práticas pedagógicas acompanhem a revolução digital se faz necessária uma interconexão entre as abordagens de aprendizagem e as tecnologias inovadoras, sendo estas usadas como suportes construtores de uma docência inovadora, que vise aprender a aprender.
Pois segundo Demo (1991, p.166),

“É necessário que o processo educacional, além de formar ideologicamente, visando à emancipação, seja também tecnologicamente competente, com o objetivo de recuperar a centralidade da educação para o desenvolvimento na condição de lugar estratégico de gestão de inteligência criativa da sociedade”.


Portanto, sendo educador, deve – se estar atento as necessidades do mundo atual, às novas necessidades e expectativas da sociedade a fim de construir significativamente para a concretização desse papel fundamental da educação e da escola formando cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Isso porque a presença da tecnologia em nossa sociedade nos impulsiona à busca, à pesquisa, à interação com este meio para entender esse processo tecnológico que fascina ao mesmo tempo em que desperta questionamentos, dúvidas e incertezas de para onde caminha a sociedade mediada pelas novas tecnologias, o que só reforça a importância da escola de estar inserida nesse processo de construção e desconstrução do conhecimento. Porém, com a perspectiva, como ressalta Behrens (1998) de tornar professor e aluno como pesquisadores e produtores dos próprios conhecimentos.



* Biólogo. Especialista em Gestão Ambiental pela Faculdade Atenas Maranhense e pós - graduando em Aprendizagem e autoria na educação infantil e ensino fundamental, pela Universidade Estadual do Maranhão.  E-mail: walsousa150@hotmail.com
2011
                                                                                            ADRIANE SOUSA

           Atualmente o mundo está se deparando com uma revolução nas comunicações entre os povos, através das novas tecnologias de comunicação que estão disponíveis no mercado. Depois de estas tecnologias terem alcançado vários setores da sociedade, a educação é uma das áreas que está sendo consideravelmente afetada por esta onda tecnológica. Basicamente estamos falando da introdução do computador nas salas de aulas, com seus programas interativos e acesso aos recursos da Internet.

            As ferramentas tecnológicas estão se espalhando explosivamente na educação, principalmente na área da ciência. Porém, chegou-se a um ponto onde os educadores devem fazer uma pausa e refletirem cuidadosamente como esta avalanche tecnológica se ajusta ao seu esquema educacional, pois existem muitos educadores que pensam que a tecnologia sozinha mudará a educação e que, simplesmente aplicando toda esta tecnologia atual estarão resolvidos todos os problemas educacionais.

           Muitos estudiosos têm colocado a tecnologia e o computador como salvadores da educação e dos estudantes, livrando-os das aulas chatas, dos pensamentos antigos e da falta de motivação nas aulas tradicionais. Tecnologia por si mesma não é uma cura radical e não  resolverá todos os problemas. Ela pode ser uma ferramenta para resolver alguns deles, mas sua aplicação pura e simples não solucionará a maioria destes problemas.

           Um dos elos mais importante desta corrente tecnológica são os professores, pelo fato de terem um papel decisivo no uso destas ferramentas tecnológicas a favor da educação e de uma aprendizagem significativa, atuando como mediadores do conhecimento e não detentores únicos do saber.

            O professor deve usar a tecnologia ao seu serviço do e não o contrário, e mais do que nunca se precisa de mediadores capazes de conviver pacificamente com novas tecnologias inserindo aos poucos seus alunos nesse novo universo que se descortina sobre seus olhos. Como salienta Moretti (1997). “o computador só funciona quando melhoramos o professor”. Portanto, é ineficiente colocar computadores nas salas de aula sem trabalhar o professor e adequar o currículo para uma nova proposta pedagógica.

O uso desta nova prática pedagógica possibilita uma interação entres os alunos, com base nos projetos que viabilizam uma aprendizagem colaborativa, onde seus educandos são instigados a terem responsabilidade, ao investigarem os problemas, contextualizarem o tema, tomarem as decisões em grupo, as situações de troca, a reflexão individual e coletiva, a tolerância e a convivência com as diferenças, ou seja, embora ocorra uma interação com uma máquina jamais atuarão sozinhos e independentes do coletivo.

Além disso, a figura do professor será constante neste processo jamais deixando seu aluno sozinho na construção do seu próprio conhecimento. Como afirma Bennett (1997); “os estudantes não ficam isolados com o uso do computador, pois os professores estão lá para encorajá-los e ao usarem o computador no ensino logo descobrem que as “máquinas” são suficientemente independentes e, no máximo o que eles poderão fazer é agir como treinador ou facilitador”.

          Quando se fala de tecnologias interativas aplicadas ao ensino ou ferramentas tecnológicas referem-se fundamentalmente aos meios instrucionais baseados nos recentes avanços computacionais interativos, como por exemplo: programas educacionais interativos, hipertexto, hipermídia, correio eletrônico (email), realidade virtual programas simuladores e recursos da Internet.

          A questão do uso das novas tecnologias na escola não significa apenas um modismo, se as escolas e universidades pretendem formar cidadãos para se integrarem na sociedade. A utilização destes recursos ajuda a formar cidadãos e trabalhadores mais preparados, pois em muitas áreas da sociedade estas tecnologias já estão há muito tempo em utilização, e sua formação é extremamente necessária, como comenta Freire (1997) ;
“nesse processo de transformação, o aluno deve buscar uma formação ética e solidária e assumir seu papel como sujeito histórico. A escola, por sua vez, precisa oferecer situações que envolvam e responsabilizem os alunos por uma aprendizagem solidária”.

            É notável que a escola ao utilizar mais efetivamente os recursos do computador, contribui para um melhor desempenho dos alunos. O uso dos programas interativos pode trazer melhorias consideráveis tanto para o processo de ensino-aprendizagem quanto para a sua formação pessoal e social.

              Portanto, com base nas considerações apresentadas, entende-se que só o uso das tecnologias como ferramentas não será suficiente para dar boa continuidade ao processo de ensino-aprendizagem. Alguns fatos devem ser mencionados como, por exemplo, a atitude positiva dos professores frente a estas tecnologias. A organização das aulas em torno da Internet e outros produtos tecnológicos. Contudo, a determinação clara dos objetivos do ensino por parte dos professores é um dos pontos mais significativos do processo.


ESTADO DO MARANHÃO
PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO FRANCO
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO








A TECNOLOGIA E APRENDIZAGEM





PATRÍCIA APARECIDA MORAIS ALVES







PORTO FRANCO
2011
A Tecnologia e a Aprendizagem

As transformações tecnológicas requerem uma elevação globalizada dos níveis de educação geral e da capacitação para o mercado de trabalho. Entretanto, torna-se fundamental incorporar às novas tecnologias de informática nos currículos escolares, transformando assim uma aprendizagem autônoma propiciando também atitudes, interesses e valores, levando professores e alunos a conscientização da importância da aprendizagem permanente.
Nessa perspectiva, através da Revolução Tecnológica a serviço da aprendizagem colaborativa, segundo (Behrens,1996) “precisam derrubar barreiras que segregam o espaço e a criatividade do professor e dos alunos, que em geral ficam restritos a sala de aula, ao quadro de giz e ao livro texto”. Em outras palavras, a educação em geral, precisa-se optar por um paradigma inovador, promovendo um ensino e aprendizagem de qualidade, por sua sistemática e recursos didáticos instrucionais e de multimídia, desenvolvendo a aprender a “aprender bem” de forma criativa, dinâmica e autônoma.
Portanto, propor um ensino e aprendizagem nas unidades educacionais baseado no conhecimento tecnológico, professores e alunos passarão a usufruir de educação significativa, onde as tecnologias assumirão um processo de transformação social na sociedade moderna.
Contudo, segundo esse pressuposto a nova visão de mundo, na era tecnológica, traz relevantes contribuições e significados, então cabemos nós professores encontrarem subsídios para adotas-mos e adaptar-mos estratégias, ou seja, aperfeiçoamento profissional para apresentar ao aluno oportunidades, conhecimento informatizado, garantindo-se uma aprendizagem dinâmica e inovadora, tornando-os alunos críticos, reflexivos e pensantes.


Referência:
BEHRENS, Marilda Aparecida. O desafio da Universidade frente ao novo século. In: Autores variados. Educação, Caminhos e Perspectivas. Curitiba: Champagnat,1996.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


A história evolutiva do ser humano e de suas descobertas ao longo do tempo tem fortemente influenciado todos os setores, principalmente o campo cientifico e o campo tecnológico. E muitos pesquisadores, filósofos, cientistas, matemáticos entre outras áreas do conhecimento tem se destacado no decorrer de cada época e de acordo com cada sociedade, deixando contribuições significativas para a humanidade. Na qual podemos destacar a Tecnologia da Informática em que tudo teve inicio na Revolução Industrial.
As tecnologias a cada dia que passam estão bem mais inovadoras e eficientes e inseridas no meio social. E a cada geração que se inicia se apropria com mais potencialidade e praticidade no uso dessas ferramentas.
Segundo Grinspum (1999), a tecnologia precisa tornar-se um instrumento a serviço do bem-estar da humanidade. Com esse desafio imposto, o importante papel reservado para a Educação Tecnológica é o trabalho para a formação da cidadania, que leve em consideração a oferta de requisitos básicos para viver numa sociedade em transformações, e que prepare um cidadão responsável e ético, para enfrentar os novos impactos tecnológicos.
No contexto em que vivemos ou no contexto de mudanças paradigmáticas, a educação e a escola, juntamente com gestores e professores precisam rever e repensar as reais necessidades que os alunos enfrentam, seja no lado pessoal ou no profissional.Devemos preparar o aluno a  essas mudanças,que
a competitividade e o mercado de trabalho exigirá de cada um o seu melhor em tudo.Será um desafio para os educadores juntamente com os educandos,mas transformações que praticadas tornará o aluno mais preparado,autônomo,criativo e produtivo no mundo globalizado.
O professor é quem será o responsável para que haja um caminho entre os alunos e a aprendizagem, ou seja, através de uma grande parceria entre ambos.Incentivar é uma forma de promover e entre outros aspectos uma relação de cumplicidade, levando os educandos a se tornarem pesquisadores, investigadores, críticos, reflexivos e produzir conhecimentos significativos e relevantes.Mas, para isso, o professor precisará ter uma outra visão de ensinar e também procurar "o aprender a aprender" para gerar conhecimentos mútuos.
De acordo com Behrens (1998), professores e alunos precisam aprender a aprender como acessar a informação, onde buscá-la, como depurá-la e transformá-la em produção de conhecimento.O profissional, para ser competente precisa ser um investigador intermitente, um cidadão crítico, autônomo e criativo que saiba solucionar problemas, utilizar a tecnologia com propriedade e ter iniciativa própria para questionar e transformar a sociedade.
Antes a Escola ou o Professor tinha a função de transmitir um conhecimento pronto e acabado, levando o aluno a uma aprendizagem competitiva e individualista.Hoje a ação docente e inovadora conta com varias ferramentas que contribuem para a aprendizagem em especial o computador e  a rede de informação.
Cabe ao professor buscar a melhor forma de ensinar e aprender, dando o espaço aberto para o diálogo e a descoberta, sendo parceiros solidários e sempre buscando resolver os desafios e as problematizações reais do mundo globalizado.
Para Capra (1996), o paradigma emergente tem como função essencial reaproximar as partes na busca de uma visão do todo. A exigência de tornar o aluno um componente produtor do seu próprio conhecimento implica valorizar a reflexão, ação, a curiosidade, o espírito crítico, a incerteza, a provisoriedade, o questionamento e, para tanto, exige que o professor reconstrua a prática conservadora que vem desenvolvendo em sala de aula.Os ambientes educativos devem ter como foco central a autonomia, a criatividade e o espírito investigativo.
Portanto, o desafio de mudanças e as novas realidades sociais, entre elas o paradigma emergente, exige conexões e inter-relações dos agentes envolvidos no processo de ensinar e aprender.Cabe ao professor optar e criar novos meios e novas metodologias através dos recursos tecnológicos oferecidos e transformar a educação em uma aprendizagem significativa, levando o aluno a se tornar um pesquisador e produtor do seu próprio conhecimento.
Segundo Demo (2001), o professor não é quem dá aula, mas quem cuida da aprendizagem do aluno.


*Maria do Socorro Araújo Paulo

Ambiente computacional e aprendizagem
Maria Elenice da Silva Lima

É inegável a contribuição que o computador e a internet podem oferecer à educação. Trata-se de um medidor quase que instantâneo do desenvolvimento cognitivo, afetivo, intelectual e social do educando.
No entanto, o uso destas ferramentas tecnológicas na maioria das escolas de Porto Franco ainda é excessivamente tímido, pois está baseada apenas numa unidade computacional instalada na secretaria da escola e, na qual, nem professores nem alunos têm acesso. Ideal seria que em todas as instituições de ensino houvesse uma sala de informática disponibilizada aos docentes e discentes para o desenvolvimento de aulas mais práticas e dinâmicas.
É interessante frisar que ao citar as condições atuais das instituições escolares porto-franquinas não se pretende fazer uma crítica política, mesmo porque todos sabem as dificuldades financeiras pelas quais passam as prefeituras das  pequenas cidades brasileiras. Entretanto, tal menção constitui-se um apelo para que as instituições, gradativamente, possam ser contempladas com estas ferramentas tão imprescindíveis ao crescimento integral de qualquer indivíduo.
Isto porque, como afirma Behrens (2008), “(...) a tecnologia precisa tornar-se um instrumento a serviço do bem-estar da humanidade. (...) o importante papel reservado para a educação (...) é o trabalho para a formação da cidadania”. E tal perspectiva constitui-se, através da iniciativa dos “professores em refletir sobre as reais necessidades que os alunos irão enfrentar em suas profissões e em suas vidas” (BEHRENS, 2008).
Ou seja, o educador precisa ter em mente que sua função vai muito além do repasse de conhecimento e sim, que seu trabalho pode e deve fazer uma influência positiva no sucesso futuro de seu alunado. Mas, ao mesmo tempo, posicionando-se também como um aprendiz nato, isto é, repassando o conhecimento que tem ao passo que abre-se à possibilidade de aprender simultaneamente com seus educandos.
Para tanto, “professores e alunos precisam buscar um processo de auto- organização para produzir conhecimento significativo e relevante” (BEHRENS, 2008).